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Caro Dinheiro

por Samy Dana

Perfil Samy Dana é Ph.D em Business, professor da FGV e escreve no caderno Mercado

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As mulheres e o trabalho

Por Samy
09/04/13 23:29

Já faz quase 50 anos que ativistas do Women’s Liberation Movement protestaram, simbolicamente, no episódio da queima dos sutiãs, que se tornou mundialmente conhecido.

A queima, de fato, nunca aconteceu. Mas muitos paradigmas foram quebrados desde então.

No entanto, a ascensão feminina dá sinais de morosidade.

Das 195 nações independentes, somente 17 são governadas por mulheres, dentre elas, o Brasil.

Segundo o Núcleo de Direito e Gênero da Escola de Direito da FGV, mesmo representando 45% da força de trabalho brasileira, as mulheres, até 2011, ocupavam apenas 7,9% dos cargos de diretoria e 3,4% dos postos de CEOs.

Os dados tornam-se mais preocupantes diante do fato de que, mesmo trabalhando em período integral, as mulheres ainda ganham 13% a menos do que homens, no Brasil. Além disso, para 60% dos casos brasileiros, a mulher é o arrimo da família.

Para homens, o pressuposto básico é o de ter uma carreira bem sucedida e uma vida pessoal feliz. Para as mulheres, no entanto, tratam-se ainda como exceções admiráveis as profissionais que conciliam a carreira com os cuidados com a família.

Muitas mulheres não se arriscam a assumir determinados cargos ou novos projetos por medo de não dar conta de lidar com todas as atividades e tolhem suas oportunidades, por vezes, precipitadamente.

Por exemplo, recusam um cargo gerencial, porque planejam, em algum momento da vida, ter filhos, antecipando um problema que nem sequer surgiu.

Esse fenômeno sociopsicológico é conhecido como “ameaça do estereótipo”, segundo o qual, as pessoas expostas a determinado estereótipo negativo, no caso, o de mulher workaholic que negligencia a vida pessoal, provavelmente passem a se comportar como ele.

Outro motivo que limita algumas mulheres no exercício de sua profissão é o medo de serem mal julgadas por seus pares. É comum que, quando uma mulher se destaca no trabalho, seus colegas digam que ela é “agressiva demais” ou “masculinizada” ou ainda “difícil de lidar”.

Um exemplo dessa depreciação é a recém-falecida Margaret Thatcher, líder britânica de 1979 a 1990, que inspirou milhões de pessoas mundo afora. Ela era conhecida como “A Dama de Ferro” ou “Átila, a fêmea”.

Assim, por vezes, as profissionais tendem a minimizar a importância de suas conquistas ou o mérito de seu sucesso com o medo de gerar animosidade entre seus colegas e até mesmo seus líderes.

Na verdade, antes de mulheres ou homens, os profissionais são indivíduos. E como tal, deveriam ter o direito de escolher se querem cuidar da casa ou trabalhar, ou fazer ambos, tendo iguais oportunidades e reconhecimentos em todas as atividades.

Em especial para as mulheres, acreditamos ainda haver uma necessidade de usar sua feminilidade, sua sentimentalidade a seu favor. Não é preciso evidenciar apenas seu lado masculino para ser bem sucedida e realizada.

Post em Parceria com Giovana Carvalho, graduanda em Economia pela FGV-EESP

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