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Caro Dinheiro

por Samy Dana

Perfil Samy Dana é Ph.D em Business, professor da FGV e escreve no caderno Mercado

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Mundo Econômico - 05 de Maio

Por Samy
05/05/13 19:00

Panorama Mundo

Na semana passada, boa parte das bolsas mundiais apresentaram altas. Com um ânimo renovado, os investidores se mostraram mais confiantes.

Já no início da semana, Enrico Letta foi nomeado primeiro-ministro na Itália. Depois de meses de indecisão política, a nomeação aumentou a confiança do mercado.

Ainda na Europa, destaque para o corte na taxa de juros básica de região. O Banco Central Europeu indicou que a nova taxa seria de 0,50%, ao invés de 0,75%. A simples expectativa do anúncio já incentivava os investidores desde a semana anterior.

No Reino Unido, o PMI* para o setor de serviços subiu de 52,4 em março para 52,9 em abril e superou a previsão de analistas, que era de 52,5.

Boas notícias também vieram dos Estados Unidos, além de dados mistos, o número de contratos para vendas de casas aumentou bem mais que o esperado. Além disso, o número de empregos criados em março foi revisado para cima (138 mil postos) e, no mês de abril, foi acima do esperado: 165 mil postos.

Na Ásia, o PMI chinês recuou de 50,9 em março para 50,6 em abril, o que indicaria uma recuperação econômica local ainda frágil. Enquanto isso, a Índia diminuiu sua taxa de juros de 7,5% para 7,25%, numa tentativa de reviver o crescimento e estimular o consumo após a menor expansão da economia indiana em uma década.

Panorama Brasil

No Brasil, o Ibovespa apresentou alta de 2,28% na semana. O índice foi puxado pelo otimismo e pelas altas das principais ações.

Na semana, também foram divulgados as contas do governo. Destaque para o superávit primário de R$ 3,5 bilhões em março, abaixo dos R$ 10,442 bilhões no mesmo mês do ano passado.

Quanto à balança comercial, o país apresentou um déficit de US$ 944 milhões em abril, ao mesmo tempo em que tanto as importações quanto as exportações bateram recorde.

Além disso, o HSBC divulgou, quinta-feira, o PMI* do setor industrial: 50,8 pontos em abril, que indica uma expansão moderada.

Em relação à inflação, o IGP-M fechou o mês de abril com alta de 0,15%, menor que a do mês de março. O IPC-S desacelerou para 0,52% na última semana de abril e o IPC-Fipe registrou alta de 0,28% em abril, maior que a queda de 0,17% em março.

Com essa leve desaceleração da inflação, o mercado de juros futuros terminou a semana com leve queda. O contrato de DI com vencimento em Janeiro de 2014 foi de 7,91% para 7,90% e o com vencimento em Janeiro de 2015 caminhou de 8,27% para 8,24%.

Quanto ao câmbio, o dólar pouco se alterou, fechando a semana em R$ 2,0085. Apesar das leves quedas da moeda antes do feriado, o mercado não teve força para segurá-la no novo patamar e ela voltou para o nível anterior.

Expectativas da Semana

A semana tende a ser pouco agitada no exterior. Poucos serão os dados divulgados para os Estados Unidos e os destaques serão o PMI* europeu e a balança comercial chinesa.

No Brasil, o bolsa pode ficar agitada, pois haverá a apresentação de mais de 50 resultados trimestrais, entre eles o da OGX.

Na próxima quarta-feira, será divulgado o IPCA de abril, que deve mostrar desaceleração da inflação. Assim, o mercado deve continuar a acreditar num ciclo lento e suave de aperto monetário e os juros não devem aumentar.

Por fim, o dólar deve se manter próximo ao patamar de R$2,00. Há poucos motivos para que a moeda se distancie desse valor ou procure romper a banda informal do Banco Central.

*Dicionário Economês-Português

PMI – O Purchasing Managers Index, ou “Índice dos Gestores de Compras”, é um indicador econômico que procura prever a atividade econômica através de pesquisas junto ao setor privado.

Post em Parceria com João Lídio Bisneto, graduando em Economia pela FGV-EESP e Presidente da Consultoria Júnior em Economia (CJE) da FGV, em nome da área de pesquisa da empresa.

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