Mundo Econômico - 07 de Julho
07/07/13 14:00Panorama Mundo
A semana foi de alta para a maioria dos mercados internacionais. Com alguns dados positivos e declarações importantes do Banco Central Europeu, o mercado manteve certo otimismo.
Nos EUA, o feriado de 4 de Julho, dia da Independência norte-americana, não impediu que as bolsas tivessem altas semanais. O principal motor dessas altas foram os bons resultados no relatório de emprego, na sexta-feira. Enquanto que a expectativa era a criação de 165 mil vagas em Junho, o país criou 195 mil postos de trabalho.
O dado impactou positivamente nos EUA, mas levou à queda de outras bolsas mundialmente. Isso ocorre porque uma economia americana mais forte pode levar o FED* a reduzir os estímulos monetários, freando a alta nos mercados acionários.
Na Europa, apesar de uma sexta-feira bem negativa, o resultado total também foi positivo. O motivo foi o anúncio do Banco Central Europeu que manteria sua política e que a redução dos estímulos estaria muito longe de ocorrer. No Reino Unido, a autoridade monetária também manteve inalterada sua política.
Panorama Brasil
No Brasil, o Ibovespa apresentou, novamente, uma semana de queda. A variação semanal do índice foi de -4,73%.
A manutenção do PMI* brasileiro em patamar considerado baixo, 50,4, só fez reafirmar o cenário econômico incerto e de menor crescimento. Assim, os investidores se mantiveram pessimistas.
Nem mesmo uma certa desaceleração da inflação melhorou o humor dos investidores. O IPCA de junho veio abaixo do esperado, apresentando variação de 0,26% no mês. No entanto, a inflação acumulada em 12 meses chegou ao alto nível de 6,7%.
Diante desse cenário, o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que serão anunciados, cortes de até R$15 bilhões em gastos de custeio realizados pelo governo.
Por fim, o dólar teve leve apreciação de 1,21% na semana, finalizando a sessão de sexta-feira em R$2,25. O cenário econômico brasileiro pior e os riscos de redução dos estímulos monetários nos EUA pressionam a moeda americana para cima.
Expectativas da Semana
Na próximo semana, o destaque interno deve ser da reunião do Copom. Apesar da desaceleração da inflação, o patamar incômodo pode levar a altas na taxa SELIC. O mercado espera que ela aumento em 0,50 p.p., chegando a 9,85% a.a. Outro destaque interno será a divulgação do IBC-Br* que pode impactar bastante nas previsões de mercado.
No exterior, a atenção também fica nas autoridades monetárias. Na Europa, um discurso de Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, pode alterar as perspectivas e humores por lá.
Nos Estados Unidos, será divulgada a ata do FOMC* e, a qualquer sinal de redução de estímulos monetários, os mercados acionários podem responder com bruscas quedas.
*Dicionário Economês-Português
FED (Federal Reserve) – Banco Central norte-americano.
PMI – O Purchasing Managers Index, ou “Índice dos Gestores de Compras”, é um indicador econômico que procura prever a atividade econômica através de pesquisas junto ao setor privado.
IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) – Índice calculado pelo Banco Central que tem como objetivo tentar prever o desempenho futuro da economia brasileira.
FOMC –O “Federal Open Marketing Committee” é o equivalente norte-americano do Copom Brasileiro. O FOMC é o comitê que decide a política monetária do país do Tio Sam periodicamente.
Post em Parceria com João Lídio Bisneto, graduando em Economia pela FGV-EESP e Presidente da Consultoria Júnior em Economia (CJE) da FGV, em nome da área de pesquisa da empresa.

