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Caro Dinheiro

por Samy Dana

Perfil Samy Dana é Ph.D em Business, professor da FGV e escreve no caderno Mercado

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Instrumentos Financeiros nº16: Fundos de Investimentos

Por Folha
08/01/13 07:00

Um Fundo de Investimento é definido como uma comunhão de recursos financeiros, constituída sob a forma de condomínio. Os recursos são destinados à aplicação em ativos financeiros.

Os investidores que aplicam nesse instrumento financeiro se tornam proprietários de uma fração do fundo (cotistas), de acordo com os valores investidos.
A maior parte dos fundos exige um pequeno aporte para o investidor iniciar seus investimentos. É comum encontrar fundos que aceitam cotistas com aplicações iniciais de, aproximadamente, R$ 50,00.

Ao investir em um fundo, o participante está transferindo a gestão dos recursos para um profissional, dessa forma, não é necessário possuir grandes conhecimentos de mercado para optar por essa modalidade.

Teoricamente, o gestor do fundo reúne condições técnicas para proporcionar uma melhor rentabilidade para os cotistas com um menor nível de risco. No entanto, cabe ao investidor analisar se a taxa paga ao gestor compensa, de fato, o ganho em termos de risco e retorno.

A indústria de fundos de investimento é das mais representativas no cenário nacional. Conforme dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o patrimônio líquido dos fundos totaliza R$ 2,189 trilhões e aumenta, substancialmente, a cada ano. Em 2012 a captação líquida foi de R$ 97,6 bilhões.

Os fundos de investimento previstos na Instrução CVM nº409/04 classificam-se de acordo com a composição de suas carteiras em:

Fundo de Curto Prazo
Investem em títulos públicos e privados de baixíssimo risco e são aconselhados para os investidores com perfil conservador.

Fundo Referenciado

Fundos referenciados são aqueles que visam seguir algum índice de referência. Os mais conhecidos são os Referenciados DI. Investem no mínimo 95% da carteira, em títulos de renda fixa pós-fixados, sendo 80%, pelo menos, em títulos públicos federais e títulos privados de baixo risco, que acompanhem a variação do indicador de desempenho escolhido, no caso, o CDI. São aconselhados para os investidores com perfil conservador.

Fundo de Renda Fixa

Investem no mínimo 80% de seu patrimônio em títulos públicos e privados do segmento de renda fixa e são aconselhados para investidores conservadores e moderados.

Fundo de Ações

Investem no mínimo de 67% de seu patrimônio em ações e são indicados para investidores com perfil mais arrojado.

Fundo Cambial

Investem no mínimo 80% em títulos que acompanham a variação da taxa de câmbio, como dólar e euro. São indicados para proteção (hedge).

Fundo de Dívida Externa

Investem, sobretudo, em títulos da divida externa de responsabilidade da União e são indicados para investidores moderados e arrojados.

Fundo Multimercado

Investem em diversas espécies de ativos como títulos públicos e privados, pré ou pós-fixados, derivativos, moedas e ações. São indicados para investidores conservadores, moderados e arrojados.

Antes de decidir por um fundo, é interessante pesquisar as rentabilidades históricas, a reputação do gestor e o perfil dos produtos de investimento que compõe a carteira do fundo.

Vale lembrar que a classificação atual não é suficiente para refletir o grau de risco. Por exemplo, dois fundos de renda fixa, podem ter graus de risco distintos e, por conseguinte, desempenhos substancialmente diferentes.

Investir em renda fixa significa, a rigor, comprar dívidas de empresas ou do governo. O risco de comprar divida do governo ou de uma empresa sólida não pode ser comparado com o risco de adquirir dívida de uma empresa em dificuldades financeiras. Infelizmente, a classificação não diferencia, logo cabe ao investidor ficar atento.

Os custos para operar no mercado de fundos são compostos, basicamente, por taxa de administração e, eventualmente, taxa de performance.

A taxa de administração de um fundo é o valor cobrado do cotista pela instituição financeira que administra o fundo. Serve para pagar por todos os serviços prestados. O valor da taxa é cobrado anualmente e não depende da rentabilidade obtida. É um percentual calculado sobre o patrimônio líquido do fundo.

A taxa de performance é o valor cobrado do cotista quando a rentabilidade do fundo supera a de um indicador de referência, conhecido como benchmark. Ela serve para remunerar uma boa administração.

Nos fundos de investimentos há incidência de imposto sobre operações financeiras (IOF) conforme tabela regressiva. O imposto de renda (IR) é cobrado sobre os rendimentos. A cobrança é antecipada, uma vez que ocorre semestralmente no último dia útil dos meses de maio e novembro de cada ano.

Os fundos de curto prazo sofrem incidência de uma alíquota de IR de20% e os fundos de longo prazo de 15%. O cálculo da diferença entre a alíquota recolhida semestralmente e a devida seguirá a tabela regressiva de IR (instrumentos de renda fixa) e será feito no momento do resgate, conforme o prazo que o investidor permaneceu com os recursos aplicados.

Vale notar que os fundos de ações são exceção a regra geral. Nessa espécie de fundo não há incidência de IOF e não existe cobrança semestral de IR. Os rendimentos sofrem tributação de 15% de IR, somente, no resgate.

O setor está mudando, porém grande parte dos fundos opera e cobra taxas copiosas e o serviço prestado pelo gestor em redução de riscos e aumento de retorno, muitas vezes não compensa.

Antes de investir, faça uma pesquisa de taxas e investigue o perfil do gestor para não comprar gato por lebre.

Entre as vantagens oferecidas pelos fundos de investimento aos investidores podemos destacar a comodidade de ter investimentos geridos por profissionais especialistas; a redução de risco por meio de um processo de diversificação de carteira; e a diluição de custos a partir da participação de vários investidores.

É possível acompanhar o mercado de fundos por meio de revistas, jornais e sites especializados ou ainda contar com assessoria de profissionais de bancos e corretoras.

Bons investimentos!

Post em parceria com Alex Del Giglio que é graduado em economia pela USP com extensão em finanças pela ESC Bordeaux e mestre em Administração pela FGV. Responsável pela área educacional da Prime Finance Investimentos AAI Ltda com sede em Manaus.

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Iphone e Custo Brasil

Por Samy
07/01/13 03:00

O celular mais famoso do mundo se transformou em um interessante medidor de custo de vida e poder de compra, e os resultados das cidades brasileiras não são muito animadores.

O Índice iPhone, elaborado pelo Union Bank of Switzerland (UBS), compara a quantidade de horas de trabalho necessária para que um indivíduo consiga adquirir uma unidade do smartphone em diferentes cidades do mundo.

Segundo os dados, os paulistanos empregam 106 horas na conquista de um iPhone, e os cariocas ficam próximos a 160 horas. Enquanto isso, em Nova Iorque o aparelho custa pouco mais de 27 horas de trabalho.

O resultado não é tão assutador, uma vez que São Paulo e Rio de Janeiro figuram também entre as 15 cidades mais caras do mundo para se viver, à frente inclusive de Dubai, Londres, Copenhague, conforme pesquisa da consultoria Mercer de Julho de 2012.

Que o custo de vida brasileiro seja caro já não é mais novidade. Mas quais são os motivos que elevam este valor a níveis tão irreais?

Uma das explicações é a dimensão catastrófica do fantasma conhecido como Custo Brasil, termo utilizado para definir os obstáculos econômicos e estruturais que restringem a eficiência da indústria nacional e, consequentemente, reduzem o crescimento do país.

Há uma quantidade tão grande de inconveniências que chega a parecer que a intenção do governo é impedir a entrada de novas empresas no mercado, e não favorecê-las.

A altíssima carga tributária; a malha logística ineficiente; a taxa de juros pouco competitiva; e as dificuldades burocráticas enraizadas nos sistemas político e judiciário, por exemplo, acabam por retardar e encarecer os investimentos em vez de lhes fornecerem suporte.

Para o consumidor, a situação é ainda pior: aos custos já citados somam-se as margens de lucro copiosas praticadas na maior parte dos setores, que tornam os preços finais dos produtos bastante indigestos.

Talvez a maior flexibilidade das políticas permita que o custo de vida no Brasil diminua, mas ainda é necessário criar condições favoráveis à competitividade. Afinal, não é prudente comprar iPhones enquanto se produz jabuticabas.

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Oito ou oitenta...

Por Samy
06/01/13 00:00

Nesta semana, o Mundo Econômico trará um especial sobre os Estados Unidos, assim como o especial passado sobre a Zona do Euro.

Em um ano marcado por dificuldades climáticas e sociais, os Estados Unidos pecaram por oras escassez e, oras por exagero. Enquanto que a Casa Branca encontrava dificuldades para governar o país, o FED usava de estratégias monetárias agressivas.

Eu discordo, tu discordas, nós atrasamos…

Nem um desastre natural da magnitude que possuiu o furacão Sandy, nem as catástrofes sociais dos três tiroteios que mataram vários inocentes foi capaz de gerar uma aliança promissora entre democratas e republicanos. Durante todo o ano, a disputa eleitoral tomou conta de todo o país .

De um lado, Obama defendia seu atual cargo, do outro, Mitt Romney guerreava para assumir a presidência da maior economia do mundo.

As batalhas foram sangrentas e deixaram feridos: críticas, mentiras, discursos, insinuações não faltaram nos debates. No final da guerra, a defesa foi a vitoriosa com a reeleição de Obama.

Pena que os maiores prejudicados do espetáculo foram os próprios eleitores e que sofreram com as discórdias entre republicanos e democratas durante o ano.

Ainda sofrendo as consequências da crise de 2008, o país precisava de políticas que estimulassem o crescimento econômico, seja por intervenção estatal, seja por estímulo ao setor privado, mas as medidas necessárias não passaram pelo Senado ou pela Câmara dos Deputados.

No balanço final, os americanos amargaram um ano de política fiscal praticamente ausente. Até mesmo o acordo sobre o fiscal cliff só chegou no último instante, já em 2013.

Precisa de dinheiro?? A gente imprime…

Então, já que os EUA sofria de falta tanto de chuvas para suas safras quanto de Estado para sua economia, algo precisava de ser feito. O país precisava de estímulos e o FED encontrou um jeito: injetar dinheiro, muito dinheiro.

Em setembro, quando os EUA mostrava sinais de que o crescimento econômico estava longe, o Federal Reserve resolveu intensificar seu programa de compra de ativos. A partir dali, a instituição compraria US$ 40 bilhões de títulos ligados ao mercado imobiliário por mês até quando a recuperação chegasse.

Depois de já ter mantido os juros próximos a 0% e ter aumentado o plano de compra de ativos, parecia que o Banco Central norte-americano não teria mais o que fazer. Isso não foi o que pensou Ben Bernanke. No fim do ano, ele anunciou que essa política monetária seria mantida até que o desemprego seja menor que 6,5% ou que as expectativas de inflação superem 2,5% ao ano, posição bem mais agressiva que a prevista pelo mercado.

Na medida que a Casa Branca esperava, o FED agia. No fim, as coisas podiam ser muito melhores. O excesso de política monetária compensou, em parte, a ausência de política fiscal, mas na vida e na economia, tudo em excesso faz mal e a economia norte-americana pode vir a sofrer efeitos colaterais indesejados como o Japão vem sofrendo.

O ano acabou, então, com excesso de dinheiro e ausência de governo.

E 2013?

O recente acordo para impedir aumentos de impostos e cortes de gastos governamentais mostra um avanço na cooperação política do país. Porém, apesar de tal medida ter sido extremamente necessária e urgente, o acordo veio tarde e mostrou que não há tantas semelhanças entre republicanos e democratas.

É difícil prever se os partidos irão manter uma posição amigável ou se eles irão gladiar novamente. A situação fica mais complicada quando o Senado manteve maioria democrata e a Câmara continuou republicana. Algo deve melhorar, mas atrasos serão sempre existentes.

Quanto à política monetária, o FED deve manter sua postura e continuar aumentando a transparência e comunicação com o mercado. Outros programas de compra de ativos não devem ser anunciados tão cedo.

Por fim, a economia americana deve iniciar uma recuperação mais rápida. O crescimento nos últimos trimestres mostraram tendências de alta para o futuro. Além disso, a não ocorrência do abismo fiscal deve aumentar a confiança privada e estimular investimentos. Nada de excepcional virá, mas melhoras são possíveis e, de preferência, sem o atraso das decisões políticas norte-americanas.

Post em Parceria com a Consultoria Júnior em Economia (CJE) da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.

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Tesouro anuncia redução que mal paga um cafezinho

Por Samy
05/01/13 03:40

O Tesouro anuncia redução de taxa que mal paga um cafezinho depois de um ano para grande parte dos investidores.

O Tesouro Nacional e a BM&FBovespa (Bolsa de Valores, Mercadorias & Futuros de São Paulo) decidiram , com o intuito de atrair maiores investimentos, extinguir a taxa de negociação cobrada sobre os títulos do Tesouro Direto a partir do último dia 2.

A taxa de negociação, que tinha o valor de 0,10%, era cobrada uma única vez em cima do preço total e no ato da compra.

Dessa forma, as taxas cobradas a partir dessa mudança serão a taxa de custódia (0,3% ao ano) e a taxa cobrada pelo banco/corretora (que varia de 0 a 2%), além, dos inevitáveis  impostos, IOF e IR, que variam de acordo com prazo de aplicação.

Apesar do alarde e das propagandas,  essa da taxa de negociação sobre a compra de títulos do Tesouro Direto representa um ganho muito pequeno.

Em outras palavras, a diferença do preço final comparando uma simulação com a incidência e outra sem a incidência da taxa de negociação, acaba sendo, de acordo com o montante, imperceptível.

Incluindo a taxa de negociação, a rentabilidade líquida de um título de LTN é de 6,85% ao ano. Já este mesmo título sem a taxa de negociação possui rentabilidade líquida de 6,88% ao ano. Confira realizando as simulações por meio de nossa calculadora e utilizando os dados apresentados na parte 1 da série LTN.

Sem a taxa de negociação, a rentabilidade líquida anual neste exemplo ganha um aumento de 0,03%.

Baseando-se na rentabilidade da simulação, para cada R$ 10 mil reais aplicados, a diferença é de apenas R$ 3,00. Tal quantia mal paga um cafezinho nas grandes capitais.

Artigo em Parceria com Miguel Longuini que é graduando em Administração de Empresas pela FGV-EAESP e Diretor Administrativo/Financeiro da CJE-FGV.

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Saiba como o título prefixado NTN-F funciona, parte 5

Por Samy
04/01/13 00:51

Este post tratará a questão da venda antecipada de um título do Tesouro, que neste caso, é a NTN-F.

Os investidores podem vender antecipadamente a NTN-F, ou seja, desfazer do título antes de seu vencimento.

Lembrando que muito dos conceitos utilizados aqui farão referência às partes anteriores da série NTN-F. Caso tenha dúvida em algum ponto, basta voltar e ler.

Venda Antecipada de um título NTN-F

Caso o investidor precise por algum motivo resgatar o valor do título antes de seu vencimento, o Tesouro abre esta possibilidade. A recompra dos títulos é feita às quartas-feiras, possibilitando ao investidor adquirir seu dinheiro antes do prazo definido no momento da compra.

Entretanto, dependendo do título do Tesouro, da situação do mercado e de quando for realizado o resgate, pode acontecer do investidor perder dinheiro ao fazer esta operação.

No caso da NTN-F, o rendimento é nominal, ou seja, o investidor está sujeito a perda de poder aquisitivo em caso de alta da inflação e/ou da taxa de juros. Além do mais, caso o investidor realize a venda antecipada do título de NTN-F pode ter rentabilidade menor ou maior do que a acordada.

Para a simulação de venda antecipada, será utilizado (como nos demais posts) o exemplo da NTN-F da parte 1 (com vencimento em 01/01/2023). Para efeitos ilustrativos, será utilizada a data de 01/07/2015 para realizar a simulação. Esta data cairá em uma quarta-feira, ou seja, possibilitando a venda do título.

Para descobrir facilmente o valor de resgate nesta data, basta utilizar a nossa calculadora. No campo “Data de Venda” altere para a data suposta (01/01/2015). O investidor terá a planilha desta forma:

Apresentando os seguintes resultados:

Os cálculos continuam basicamente os mesmos. As diferenças estão no número de cupons – que vão diminuir – e na rentabilidade e no valor líquido de resgate, que vão sofrer queda.

Para fazer os cálculos no papel, seguir com o que foi esquematizado na parte 3 e parte 4:

Valor Líquido

Aqui o esquema é igual ao resgate no vencimento. O investidor deve deduzir as taxas (administração e custódia) e o imposto de renda de cada cupom. Do valor deduzido (cupom líquido), basta somá-los. O valor será, então, o valor líquido de resgate.

Utilizando a data 01/07/2015 como exemplo de venda antecipada, o valor líquido de resgate passa a ser de R$ 1.277,59.

Rentabilidade Bruta

  • Para T=0:

  • Para T=1:

  • Para T=2:

  • Prosseguir com os cálculos até chegar no último termo, que no caso, é T=6:

Como a TIR neste caso representa a rentabilidade bruta do título, após as contas, o investidor pode reparar que o valor é de 0,0363% ao dia útil.

Para calcular a Rentabilidade Bruta Anual, basta usar a seguinte fórmula:

Rentabilidade Bruta Anual = 1 – (1 + TIR)^252

Rentabilidade Bruta Anual = 1 – (1 + 0,0363%)^252

Rentabilidade Bruta Anual = 1 – (1,000374)^252

Rentabilidade Bruta anual = 1- 1,09577

Rentabilidade Bruta anual = 0,09577 = 9,58%

Ou seja, a rentabilidade bruta anual do título na venda antecipada é de 9,58% ao ano.

Rentabilidade Líquida

  • Para T=0:

  • Para T=1:

  • Para T=2:

  • Prosseguir com os cálculos até chegar no último termo, que no caso, é T=6:

Realizando, então, novamente os cálculos alterando somente para o valor líquido de cada cupom, o investidor encontrará uma TIR de 0,0273%.

Para encontrar o valor da rentabilidade líquida anual, basta seguir com a fórmula:

Rentabilidade Líquida = 1 – (1 + TIR)^252

Rentabilidade Líquida = 1 – (1 + 0,0273%)^252

Rentabilidade Líquida = 1 – (1,000273)^252

Rentabilidade Líquida = 1 – 1,071216

Rentabilidade Líquida = 0,071216 = 7,12%

Ou seja, a rentabilidade líquida anual do título na venda antecipada é de 7,12% ao ano.

A rentabilidade bruta na data de vencimento era de 9,87% ao ano, ou seja, representava a taxa de compra do título. Agora, esta taxa passa a ser de 9,58% ao ano. A rentabilidade líquida que antes era de 7,45% ao ano passa a ser de 7,12% ao ano. Já o valor líquido, se for resgatado no vencimento, representa o valor de R$1.786,61. Com o resgate antecipado, este valor passa a ser de R$1.227,59.

Artigo em Parceria com Miguel Longuini, graduando em Administração de Empresas pela FGV-EAESP e Diretor Administrativo/Financeiro da CJE-FGV.

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Sinalização – Carros usados, Eike Batista e o Intervencionismo Brasileiro

Por Samy
03/01/13 10:14

Credibilidade e Sinalização

Central na agenda dos economistas é a compreensão de aspectos que influenciam a eficiência da economia. Existem falhas de mercado, normalmente relacionadas às incertezas e a falta de informação entre os agentes econômicos, que dificultam o bom funcionamento dos mercados e geram má alocação de recursos, distorções de preços, insatisfação e custos não esperados.

Vejamos como exemplo o famoso caso do mercado de carros usados. Suponhamos que nesse mercado existam dois tipos de carros: os bem conservados e os mal conservados. Suponha também que os carros bons custem 20 mil reais, enquanto os ruins devem valer algo abaixo desse valor (10 mil reais). Como a qualidade do carro é uma informação não observável pelo consumidor- não é possível garantir que não haja nenhum problema mecânico, por exemplo -, este não consegue distinguir o seu real valor e, por isso, não estará disposto a pagar 20 mil reais pelo veículo. Afim de não correr o risco de ser enganado, o comprador pagará algo como a média de preços, 15 mil reais.

Para esse preço, no entanto, o vendedor do carro de alta qualidade não estará disposto a vendê-lo: é claro, se o carro vale 20 mil, por que vendê-lo por 15 mil? O que ocorre é que esses vendedores sairão do mercado, e restarão apenas os vendedores de carros mal conservados. A assimetria de informação, isto é, a falta de transparência de informações entre as partes, gera um desequilíbrio no mercado tal que os carros bons não seriam ofertados, a despeito da vontade dos vendedores em fazê-lo.

Essa idéia de assimetria de informação é de tanta importância que rendeu o Prêmio Nobel ao Economista George Akerlof em seu artigo “The Market for Lemons: Quality Uncertainty and the Market Mechanism” no qual discute esse caso em que o vendedor sabe mais sobre o produto vendido do que o comprador. Esse é um dos motivos econômicos pelo qual um carro usado geralmente vale menos do que o proprietário pede, pois para estes sim valeria a pena vender um carro de 10 mil pelo preço de 15, para os outros não.

Se o consumidor pudesse identificar previamente qual tipo de carro estaria comprando, então certamente resolveríamos esse problema. Para mitigar isso o vendedor poderia, por exemplo, oferecer um seguro extra ao cliente, cobrindo eventuais despesas caso ocorra problemas com o carro. A própria oferta desse seguro é suficiente para gerar no consumidor a crença de que se trata um carro do tipo bom e, assim, estaria disposto a pagar os 20 mil reais pelo carro.

A sinalização serve, nesse sentido, como um mecanismo que diminui incertezas e distorções no mercado, tornando visíveis particularidades antes não observáveis e que permitem uma maior eficiência e transparência nas transações econômicas, favorecendo as decisões e negociações.

Sabendo disso, sites de comércio eletrônico como MercadoLivre e eBay oferecem uma extensa avaliação de cada um de seus vendedores, através da exibição de estatísticas e comentários de clientes anteriores. De fato, poucas pessoas comprariam caso não soubessem a reputação do vendedor.

Outro exemplo é o caso do empreendedor Eike Batista, que foi capaz de criar grande parte de seu patrimônio por meio da sinalização que emitia para o mercado e para os investidores. Apesar de seus projetos ainda estarem em fase pré-operacional, sem geração de receita, a expectativa criada pelo empresário acerca da qualidade de suas empresas foi suficiente para os investidores acreditarem que se tratava de bons empreendimentos. Temos, portanto, um caso no qual a sinalização gerou bons resultados.

Por outro lado, há também casos de sinalizações que podem prejudicar os mercados. No Brasil, as recentes medidas das autoridades econômicas nos setores de gás, energia e telefonia prejudicaram várias empresas, que viram as “regras do jogo” serem repentinamente alteradas. A postura atual do governo sinaliza seu caráter intervencionista e gera a interpretação, do ponto de vista do investidor, de que novas alterações regulatórias podem ocorrer a qualquer momento.

Nesse caso, o resultado da sinalização é indesejável: o país já vê desaceleração dos investimentos privados, refletindo a incerteza das empresas em serem prejudicadas no futuro por mudanças na regulação.

Portanto, através desses três diferentes exemplos vimos do que a simples sinalização é capaz. Quando bem utilizada colhemos os resultados antes mesmos das conclusões dos fatos, como no caso do empresário Eike Batista. Os agentes que perceberem essas conseqüências tanto na área econômica quanto na área pessoal terão uma poderosa ferramenta ao seu favor.

Post em parceria com Leonardo de Siqueira Lima, graduando pela EESP-FGV, e Ricardo Mendonça Domingues, graduando pela EPGE-FGV.

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Promessas de início de ano

Por Samy
02/01/13 04:30

Todo Réveillon é igual em ponto. Sempre queremos melhorar nossas vidas em diversos aspectos e acabamos fazendo as famosas promessas de começo de ano.

O fim de um ciclo marcado pelo calendário gregoriano traz a muitas pessoas a esperança de deixar de fumar, emagrecer, voltar a praticar atividades físicas, mudar de emprego, dar mais atenção aos amigos, ter mais carinho com a família… Enfim, razões não faltam para as mais diversas promessas.

Elas surgem pela mesma lógica que estimula as pessoas a começarem uma dieta “na segunda-feira”, pela ideia de que poderão se organizar para estabelecer a mudança e de que a hora da virada renovará seus sentimentos, aumentando sua disposição em cumprir as metas estabelecidas.

Um estudo realizado nos Estados Unidos, Canadá e na Europa, chamado Gallup World Poll, mostrou que o bem-estar das pessoas depende de dois fatores: seu bem-estar quando vivem suas vidas e o julgamento que fazem quando avaliam sua vida.

 

 

Assim, diante de más avaliações, para elevar seu bem estar, as pessoas tenderiam a se auto propor essas metas. No entanto, Richard Wiseman, um psicólogo britânico, realizou uma pesquisa em 2007 e mostrou que pouco mais de 10% das pessoas cumprem suas promessas de fim de ano.

Diante desse cenário, especialistas dão algumas dicas para melhorar efetivamente seu dia-a-dia, como, por exemplo, decidir as metas antes da chegada do Réveillon, para evitar o efeito da euforia e ser mais realista, anotá-las em um papel e compartilhá-las com outras pessoas, para que a cobrança de resultados seja maior.

Para você que já estabeleceu suas metas, resta-nos desejar boa sorte e que sua disciplina prevaleça sobre o ritmo do cotidiano!

Post em Parceria com Giovana Carvalho, graduanda em Economia pela FGV-EESP

 

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Instrumentos financeiros nº15: Fundos de Investimento Imobiliário (FII)

Por Samy
01/01/13 02:59

Uma forma diferente de investir em imóveis.

Os Fundos de Investimento Imobiliário (FII) se destacaram como alternativa de investimento em razão dos bons retornos proporcionados nos últimos anos. Tanto no Brasil como no mundo, os investidores agem com base no passado recente, dessa forma, investimentos com alguns meses de sucesso atraem recursos e novos entrantes.

Conforme dados da BM&F BOVESPA, o número de investidores aumentou consideravelmente neste ano. Em dezembro de 2011, havia 35,2 mil investidores. Hoje são cerca de 100 mil.

Este veículo financeiro foi regulamentado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 1994 sendo destinado, em princípio, a grandes investidores. No entanto, a partir de 1999, com a imposição de novas regras pelos órgãos reguladores, os FII se voltaram para quaisquer investidores.

A ideia dessa modalidade de investimento é bem simples: Em vez de adquirir imóveis convencionais, o investidor compra parcelas de imóveis tornando-se coproprietário. Desta forma, o investidor possui cotas, que podem lhe proporcionar lucros ou prejuízos vinculados ao sucesso ou fracasso dos imóveis que compõem o fundo.

É importante destacar que cada fundo pode aplicar seus recursos em um ou mais imóveis, parte de imóveis, direitos a eles relativos, entre outras opções.

Os principais empreendimentos onde os FII aplicam seus recursos são imóveis com fins comerciais tais como shopping centers, prédios comerciais, hospitais, hotéis, faculdades e aeroportos.

A rentabilidade dos fundos se origina da locação, arrendamento e demais atividades atinentes ao setor imobiliário, justamente como num investimento imobiliário convencional.

O principal benefício para o investidor é o fracionamento dos imóveis em cotas permitindo uma maior diversificação do risco. Vale lembrar, que por mais diversificado que seja o fundo, em caso de uma quebra estrutural do setor como em um eventual estouro de uma bolha imobiliária, os cotistas enfrentariam grandes prejuízos.

Para aqueles que querem enfrentar o risco do setor, mas não o risco individual de um imóvel, o fundo permite uma interessante diversificação. Vale pontuar que esse tipo de estratégia de diversificação demandaria um patrimônio muito maior do que o necessário para participar dos FII.

Os Fundos Imobiliários (FII) são instrumentos democráticos no sentido que são voltados a pequenos, médios e grandes investidores. É comum encontrar aplicações mínimas que iniciam com aproximadamente R$ 100,00 sem incluir os custos da operação.

Dentre as vantagens oferecidas por esse tipo de investimento comparativamente aos imóveis de propriedade direta, destacam-se a liquidez, a vantagem fiscal e os baixos custos de transação.

Liquidez: As cotas de FII são transacionadas em bolsa de valores possuindo, consequentemente, boa liquidez.

Vantagem Fiscal: Nos FII não há incidência de imposto de transmissão de bens imóveis inter vivos (ITBI) e imposto de renda pessoa física (IRPF) sobre os rendimentos distribuídos pelo fundo mensalmente. O imposto de renda (IR) incide somente sobre os ganhos de capital a uma alíquota de 20,0%, no momento da venda.

Baixos Custos de Transação: O custo para operar é composto pela taxa de corretagem devida na entrada e na saída da operação. O investidor paga para negociar suas cotas uma taxa de, aproximadamente, 0,5% na entrada e 0,5% na saída. Vale notar que a média cobrada pelo corretor de imóveis para realizar a venda de um imóvel de propriedade direta é 6,0%.

Vale destacar que os FII são um investimento de renda variável e, por isso, não possui qualquer garantia de rentabilidade. Por essa razão, é considerado um investimento de risco.

É possível acompanhar o mercado de FII por meio de revistas, jornais e sites especializados ou ainda contar com assessoria de profissionais de investimentos.

Segue o desempenho dos quinze fundos que tiveram melhor desempenho no período acumulado de janeiro a novembro de 2012. O cálculo foi realizado através da Taxa Interna de Retorno (TIR), considerando a variação dos preços das cotas dos fundos e suas distribuições.

Bons investimentos!

Post em parceria com Alex Del Giglio que é graduado em economia pela USP com extensão em finanças pela ESC Bordeaux e mestre em Administração pela FGV. Responsável pela área educacional da Prime Finance Investimentos AAI Ltda com sede em Manaus.

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O difícil sonho da Mega Sena

Por Samy
31/12/12 16:09

Entre balanços, planejamentos e reuniões de família típicos do final de ano, o sorteio da Mega Sena da Virada se tornou um dos eventos que também caracterizam o período. A possibilidade de ganhar 230 milhões (o prêmio para o sorteio desse ano) parece brincar com o imaginário da população. As pessoas formam bolões e apostam montantes relevantes de dinheiro no jogo, nutridos pela esperança de iniciarem o ano novo mais ricos.

O prêmio, se inteiramente aplicado na poupança, geraria uma renda de mais de 900 mil reais por mês. A probabilidade de ganhar esse prêmio principal, entretanto, é de 1 em 50.063.860, ou 0,000002%. Para efeito de comparação, a chance de se lançar uma moeda 20 vezes e observar “coroa” em todas os lançamentos é de 1 em 1.048.576. Isso quer dizer que é, aproximadamente, 50 vezes mais fácil observar esse experimento do que ganhar sozinho o grande prêmio da Mega Sena.

Ou ainda, para os mais sádicos, é interessante dizer que um individuo concorre a 600 vezes mais chance de morrer atingido por um raio do que ser agraciado com o enorme prêmio da loteria.

Trata-se de uma probabilidade muito baixa e cabe aos economistas, portanto, entenderem os motivos que levam as pessoas a apostarem em algo tão improvável.

Uma das possíveis explicações é que o ser humano tende a sobrevalorizar eventos que tenham resultados muito altos, mesmo que a probabilidade disso ocorrer seja praticamente nula. Outra possibilidade para esse comportamento diz respeito à excitação que a expectativa pelo resultado do sorteio gera, assim como a expectativa de uma torcida de futebol em uma partida – há de fato um benefício lúdico no jogo. Em outras palavras, pode-se dizer que todos que jogam pagam um preço relativamente baixo para sonhar com algo: afinal, todo mundo que aposta planeja de algum modo o que faria com o dinheiro.

Por fim, há que considerar o efeito dos inúmeros “bolões” pelo país. Neste caso a motivação de um jogador em apostar adquire ainda outra particularidade: ninguém está disposto a ficar de fora caso um grupo de colegas ganhem o prêmio.

A loteria, nesse sentido, funciona também como um “seguro emocional” para o indivíduo, que não quer incorrer no desconforto de observar seus colegas ganhando o prêmio sozinhos (Um caso desse “desconforto” aconteceu recentemente no Rio de Janeiro).

Talvez esses motivos ajudem a explicar a gigantesca arrecadação das loterias.  Em 2011, a Caixa arrecadou 9,8 bilhões de reais. Este número significa que cada brasileiro gastou, na média, cerca de 50 reais no ano em apostas. É um valor significativo para um país onde a renda anual da classe média não passa de 15 mil reais.

Em todo caso: boa noite, e boa sorte.

Post em parceria com Leonardo de Siqueira Lima, graduando pela EESP-FGV, e Ricardo Domingues, graduando pela EPGE-FGV.

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Faça uma tabela para controlar gastos e evitar a ressaca financeira em 2013

Por Samy
31/12/12 03:00

Ano novo, vida nova: para muitos, um ano cheio de promessas e desejos; para alguns, a ressaca ainda não permite tomar decisões; e para outros, que infelizmente não ganharam o prêmio da Mega-Sena da virada, uma boa hora para começar a cuidar da saúde financeira e tentar sair do vermelho.

Conseguir recuperar a carteira não é uma tarefa fácil. Por isso, neste ano novo pode ser interessante trocar do time dos devedores assombrados para o dos compradores precavidos. A dedicação é a mesma, mas seguramente o caminho é bem menos doloroso.

Para tanto, é necessário tomar algumas medidas que podem parecer bastante exaustivas em um primeiro momento, mas que logo se mostram extremamente efetivas à administração das finanças pessoais.

A primeira atitude em direção ao afortunado caminho do bem-estar financeiro é a criação de uma tabela para registro de recebimentos e gastos, que haverá de ser atualizada diariamente durante o resto do ano.

Pela relação próxima e duradoura que o usuário terá de construir, é importante que encontre uma plataforma com a qual se sinta confortável para contar seus segredos financeiros e saiba lidar com facilidade. Qualquer ferramenta é válida, desde registros a mão para os mais saudosistas, até softwares de planilhas.

Com a tabela pronta, deve-se inserir todos os dados de recebimentos previstos para o mês, incluindo salário líquido (já com impostos descontados), lucros e rendimentos provenientes de investimentos. A soma total destes valores representará o limite de renda disponível para o período.

Em seguida, serão incluídas as despesas previstas para o mês divididas em categorias de custo: gastos básicos, transporte, moradia, educação, saúde, roupas, diversão, e demais dispêndios.

Em alguns casos não é possível estabelecer o valor exato de determinada despesa. Como saída, pode-se adotar um montante médio estimado a partir de desembolsos passados.

Uma vez tomadas estas providências, caberá ao novo administrador financeiro manter os registros de todos os gastos efetuados –por mais insignificantes que possam parecer– e compará-los com a renda disponível e a despesa total esperada.

Com a prática, as previsões se tornarão cada vez mais exatas e os excessos cada vez mais raros; e será possível identificar os gastos mais incertos e prejudiciais ao orçamento familiar, com os quais a atenção há de ser redobrada.

Passado certo tempo, o controle poderá evoluir de um exercício diário para uma análise semanal e menos cansativa, desde que se mantenha o compromisso.

Mantendo a planilha atualizada, as contas voltarão ao equilíbrio e 2013 será um ano repleto de realizações e um tempo de calmaria financeira, mas nunca se esqueça: jamais gaste mais do que possui; e neste réveillon, se beber, não dirija.

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