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Caro Dinheiro

por Samy Dana

Perfil Samy Dana é Ph.D em Business, professor da FGV e escreve no caderno Mercado

Perfil completo

E o fim do Euro?

Por Samy
30/12/12 06:00

Nesta e na próxima semana, o Mundo Econômico trará especiais sobre a zona do euro e sobre os Estados Unidos, respectivamente.

O final do mundo foi anunciado em 2012 por inúmeros profetas desde que os que se basearam em artefatos maias, alinhamento de planetas e até mesmo em Nostradamus. Até a data deste artigo, nenhuma catástrofe aconteceu.

Essas previsões apocalípticas jutam-se a outras com o cometa Halley em 1910; com o suposto apocalipse bíblico em 1982; a invasão alienígena de 1997;  o Bug do milênio em 2000 e a de um pastor norte-americano em 2008 .

O Euro também fez parte das profecias de 2012, grande parte dos economistas apostaram que esse ano seria o último da moeda e que o estopim do apocalipse europeu seria a “saída da Grécia”.

Alguns falaram em saída da Espanha ou da Alemanha como evento inicial da previsão macabra. A verdade é que nada disso ocorreu e o euro sobreviveu; em estado grave, mas sobreviveu.

Vale uma pequena retrospectiva

O “fim”; em grego: Το τέλος …

O ano começou a todo vapor no velho mundo. Logo em janeiro, a S&P rebaixou os ratings de 16 (de um total de 17) países da zona do euro. No mesmo período, os países da zona assinaram um acordo para limitar o déficit público.

As atenções voltaram-se para a Grécia e para os problemas que o país poderia enfrentar para pagar sua dívida. Mas, em fevereiro, o país conseguiu, junto com um plano de austeridade extremamente impopular, a maior reestruturação de dívida soberana da história. Assim, o primeiro desafio desse épico grego foi vencido.

Em Março, o Banco Central Europeu decidiu injetar mais liquidez nos mercados para desafogar os bancos da zona, principalmente, os periféricos. O Banco realizou uma segunda operação de financiamento de longo prazo, onde forneceu crédito barato aos bancos.

Dois meses depois, sinais da insatisfação europeia com a crise surgiram novamente. A oposição ganhou as eleições na França. O socialista François Hollande assumiu o país com a promessa de ter o crescimento econômico como principal objetivo. Hollande não conseguiu que a França atingisse a recuperação econômica, mas parece ter ajudado a mudar um pouco a mentalidade conservadora dos líderes europeus.

Enquanto isso, a Espanha lutava para garantir a sobrevivência de seu sistema financeiro. Em Maio, via emissão de títulos públicos, o país injetou 19 bilhões de euros em um de seus bancos: Bankia.

O mundo olhou novamente para o país da tragédia e da comédia. Com a aproximação das eleições gregas, o temor de que a extrema esquerda assumisse a Grécia e decidisse pelo calote aos investidores estrangeiros era grande. No fim, o partido conservador ganhou as eleições e formou um governo de coalizão. Mais uma vez, o perigo foi afastado e o épico continuou.

A recuperação econômica estava longe, mas o grande tumulto havia passado. O bloco econômico acostumado a emergências pôde respirar um pouco. As conversas então voltaram ao recorrente tema do sistema bancário da região. A necessidade de uma união bancária começou a ficar evidente, mas pouco foi resolvido sobre isso até o fim do ano. De imediato, somente foi fechado um acordo para recapitalização dos bancos.

… em espanhol: el final …

Com o tema dos bancos em destaque, os problemas espanhóis ficaram evidentes. A recessão, o sistema bancário frágil e o excessivo endividamento público deixaram os investidores preocupados.

É interessante lembrar que a grande dívida pública do país foi resultante de medidas para recapitalizar e recuperar o sistema financeiro espanhol. O mercado viu tal situação como um ciclo vicioso e os spreads dos títulos públicos espanhóis dispararam.

O alívio só veio quando o Banco Central Europeu declarou que poderia comprar títulos de países necessitados. O plano era comprar, no mercado secundário, títulos públicos de se houvesse um pedido de ajuda e se o país  realizasse reformas importantes. Somente o anúncio dessa possibilidade aliviou o custo da dívida espanhola.

Logo depois, os governantes da região anunciaram um fundo permanente para socorro de países endividados, o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM). Com essas novas medidas, a Espanha foi capaz de aguentar os problemas e terminar o ano dentro da zona do euro, mesmo que com um desemprego recorde e em estagnação econômica.

Já em Outubro, logo após Portugal anunciar outro pacote de austeridade fiscal, o desemprego na zona do euro aumentou. A taxa chegou ao nível recorde de 11,7%, com destaque para 26,2% na Espanha e 25,4% na Grécia.

… em alemão: progress!

Apesar de inúmeras profecias e dificuldades, nem o mundo nem o euro acabaram. A Europa continua enfrentando uma crise gigantesca com um desemprego assustador, mas a sua união continua viva.

De certa forma, a Zona do Euro viu um avanço em 2012. Países mudaram seus discursos e acordos foram feitos para garantir maior discricionariedade e efetividade nos períodos de crise.

A criação do Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM) é um exemplo. Outro exemplo foi o acordo em relação à união bancária na zona. O Banco Central Europeu será o responsável por supervisionar e fiscalizar todo o sistema financeiro europeu. Mesmo sendo o acordo frágil e incompleto, há progresso e não se pode negar que um avanço é um avanço.

Em parte, a União Europeia parece ter tal ideia como lema. Ela aceita todo e qualquer  passo como sendo uma conquista. Poder ter superado o ano sem perdas maiores e com o fraco esboço de algo novo satisfez ou, pelo menos, pareceu satisfazer os políticos da região.

Pouco é feito para que haja progressos significantes. O importante é que se faça algo, mesmo que sejam ações pequenas .

A recuperação econômica da região está longe. Se aparecer, deve vir lenta e gerada por fatores externos como o crescimento da China ou dos Estados Unidos. Tudo indica que a região passará por outro ano com mais baixos que altos.

A boa notícia é que, talvez, o euro possa se consolidar no longo prazo e a região possa desfrutar de um crescimento e desenvolvimento econômico sem precedentes. A má notícia é que no ritmo em que as reformas se apresentam, há de existir muita paciência dos cidadãos europeus, em especial, portugueses, gregos e espanhóis. É… quem sabe os líderes políticos do maior bloco econômico do mundo aprendam que não dá para matar a fome com água.

Post em Parceria com a Consultoria Júnior em Economia (CJE) da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.

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'O Ano termina... E nasce outra vez'

Por Samy
29/12/12 03:00

2012 chega ao fim levando consigo muitas mudanças no âmbito econômico. Como todos aproveitam o momento para fazer retrospectivas, resolvemos fazer a nossa também, lembrando fatos importantes que podem impactar o ano de 2013.

Esse foi ainda marcado por impactos da crise de 2008 e da crise do euro, com a maioria dos países europeus amargando taxas de desemprego elevadas e recessões econômicas.

O crescimento aquém do desejado e o alto desemprego também assombraram os Estados Unidos, quase inviabilizando a reeleição do presidente Obama.

No que tange ao Brasil, o crescimento econômico começou a vacilar, evidenciando tendência de queda expressiva, a qual preocupou os especialistas, que reduziram sua previsão de crescimento do PIB em 2013 para 4%.

A taxa de juros básica, Selic, foi utilizada para tentar reverter tal tendência, sendo paulatinamente reduzida até atingir o atual patamar de 7,25% ao ano.

A ideia era que maior acesso ao crédito estimularia mais investimentos e possibilitaria mais crescimento. Essa perspectiva, no entanto, foi frustrada e observou-se somente o aumento da inflação, que ameaça não ficar dentro da meta no último trimestre e no acumulado do ano.

Como o governo sinalizou que não pretende alterar a Selic, o mercado espera que a inflação continue elevada para o próximo ano, com expectativas de 5,6% ao ano anunciadas no último boletim Focus divulgado pelo Banco Central.

Em resumo, o mundo ainda sente os efeitos das crises e as medidas do governo tem se mostrado inócuas no estímulo ao crescimento do produto nacional.

O ano de 2013 guarda imenso potencial. Com a realização da Copa das Confederações, a proximidade da Copa de 2014 e das Olimpíadas, o país deve receber muitos investimentos, mas ainda apresenta a famosa dificuldade de convertê-los em crescimento real da capacidade produtiva, da desenvolvimento nacional, com a melhoria de setores essenciais como a saúde e a educação.

Um excelente ano a todos nós e para o Brasil – vai precisar…!

Post em Parceria com Giovana Carvalho, graduanda em Economia pela FGV-EESP

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Saiba como o título prefixado NTN-F funciona, parte 4

Por Samy
28/12/12 03:41

Parte 4

O post de hoje mostra como calcular a rentabilidade de uma NTN-F.

Depois de encontrado o Valor Líquido do investimento (parte 3), pode-se, então, descobrir a Rentabilidade de um título de NTN-F.

Para ajudar, será montado um exemplo de como calcular a rentabilidade bruta (sem deduzir impostos) e como calcular a rentabilidade líquida (já deduzida dos devidos impostos):

a) Rentabilidade Bruta

Como a NTN-F possui cupons semestrais de juros, o cálculo passar a ser um pouco diferente comparado aos títulos que possuem fluxo de pagamento único.

Para encontrar a rentabilidade bruta, o investidor deve descobrir a qual taxa o valor presente de todos os cupons brutos (no caso, de R$ 48,81) mais o valor nominal (no caso, de R$ 1.000,00) se iguala ao preço do título.

Há duas maneiras de se realizar esta operação. A primeira é por meio de nossa calculadora (download aqui). A outra é ao melhor estilo “papel e caneta”, que será explicado a seguir:

Primeiramente, deve-se identificar o número de dias úteis até cada um dos títulos e a taxa anual do Cupom (este valor é dado pelo Tesouro). Estes dados podem ser encontrados inserindo todas as informações do título na Calculadora. O esboço do fluxo de pagamento, como feito a seguir, facilitará a vida para realizar os cálculos.

A rentabilidade bruta nada mais é que o valor da Taxa Interna de Retorno (TIR) quando o VPL (Valor Presente Líquido) é igualado à zero.

Para entender melhor estes termos e consequentemente os fluxos de pagamentos dos títulos do Tesouro, acesse o post sobre TIR e VPL.

Partindo dessa premissa, a fórmula para trazer os fluxos brutos à valor presente pode ser expressa da seguinte maneira:

  • Para T=0:

  • Para T=1:

  • Para T=2:

  • Prosseguir com os cálculos até chegar no último termo, que no caso, é T=20:

O primeiro termo, o preço, é negativo, pois ele representa a saída de caixa, enquanto que os demais termos representam as entradas de caixa (ver a figura do fluxo de pagamento acima).

Ao igualar todos estes termos à zero, a somatória trará o valor da TIR.

Como a TIR neste caso representa a rentabilidade bruta do título, após as contas, o investidor pode reparar que o valor é de 0,0374% ao dia útil.

Para calcular a Rentabilidade Bruta Anual, basta usar a seguinte fórmula:

Rentabilidade Bruta Anual = 1 – (1 + TIR)^252

Rentabilidade Bruta Anual = 1 – (1 + 0,0374%)^252

Rentabilidade Bruta Anual = 1 – (1,000374)^252

Rentabilidade Bruta anual = 1- 1,0987

Rentabilidade Bruta anual = 0,0987 = 9,87%

Ou seja, a rentabilidade bruta anual do título representa a Taxa de Compra anual, que é de 9,87% ao ano.

b) Rentabilidade Líquida

O cálculo da rentabilidade líquida é similar ao da rentabilidade bruta com exceção de usar o valor dos fluxos líquidos (preço e cupons efetivamente pagos) ao invés dos fluxos brutos (preço e cupons brutos anunciados sem taxas).

  • Para T=0:

  • Para T=1:

  • Para T=2:

  • Prosseguir com os cálculos até chegar no último termo, que no caso, é T=20:

Realizando, então, novamente os cálculos alterando somente para o valor líquido de cada cupom, o investidor encontrará uma TIR de 0,0285%.

Para encontrar o valor da rentabilidade líquida anual, basta seguir com a fórmula:

Rentabilidade Líquida = 1 – (1 + TIR)^252

Rentabilidade Líquida = 1 – (1 + 0,0285%)^252

Rentabilidade Líquida = 1 – (1,000285)^252

Rentabilidade Líquida = 1 – 1,07445

Rentabilidade Líquida = 0,07445 = 7,45%

Ou seja, a rentabilidade líquida anual do título é de 7,45% ao ano.

Artigo em Parceria com Miguel Longuini, graduando em Administração de Empresas pela FGV-EAESP e Diretor Administrativo/Financeiro da CJE-FGV.

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O que esperar do Brasil em 2013?

Por Samy
27/12/12 07:52

Ao se aproximar o final do ano, sempre refletimos sobre o que conquistamos e o que poderia ser conquistar no ano seguinte, assim todos traçam metas para o ano vindouro. Diante disso, esse é um momento oportuno para fazermos uma reflexão nesta última edição de 2012 que contará com um balanço do ano e expectativas para 2013.

2012, um ano marcado por intervenções…
O governo começou o ano otimista, esperando um crescimento de 4,5% ao final do ano. O ministro da fazenda Guido Mantega chamou de piada a previsão feita pelo banco Credit Suisse de um crescimento de 1,5% em 2012. Mas, como publicado em outra edição, essa piada se tornou realidade.

Conforme o ano foi passando, o Governo viu a economia ficar estagnada e começou a fazer uso de diversas medidas para tentar recuperar o crescimento.
Com isso, vimos que o ano de 2012 foi marcado por fortes intervenções do governo, algumas delas vistas com bons olhos pelo mercado e outras nem tanto…

Houve a desoneração da folha de pagamento de diversos setores, a redução de impostos, a queda da taxa Selic na sua mínima histórica e a redução dos spreads bancários …
Por outro lado, os brasileiros assistiram a mudança no marco regulatório das companhias elétricas, o controle forçado do preço da gasolina… Além é claro da redução do IPI e da expansão de crédito no país.

Apesar de todas essas medidas do governo, a economia, sobretudo a indústria, não conseguiu se recuperar como o governo esperava. Isso se deve basicamente por um motivo: o excesso de endividamento das famílias.
Por esse motivo, pode-se dizer que essas medidas em prol do consumo não surtem mais aqueles efeitos vistos em 2008. Como agravante, o fraco desempenho da Europa, Estados Unidos e China contribuíram para essa fraca recuperação.

Até no câmbio o governo interviu a fim de ajudar os exportadores, quando o Banco Central agiu ativamente no mercado para manter a taxa de câmbio a 2,10. Dessa maneira, o governo vem fazendo uso de todos os artifícios possíveis para realavancar a economia, mas parece que o Credit Suisse, e não o ministro Guido Mantega, estava certo.

Ao final do ano, O Brasil amargou um crescimento pífio, de aproximadamente 1,0%, a Selic na mínima história em 7,25%, com uma a inflação medida pelo IPCA em 5,5% e a uma taxa de câmbio a 2,05.

Isso mostra que o ano de 2012 foi muito pior do que todos esperavam e o cenário pessimista se concretizou. Apesar disso, se comparado com a zona do Euro e com os Estados Unidos, o Brasil está relativamente bem, e com uma vantagem em relação a outros países: o mercado interno brasileiro é bastante forte que favorece a recuperação em momentos de acentuadas crises.

Dessa forma, em 2013, para o Brasil voltar a crescer de verdade vai ter que mudar as suas estratégias e não apenas ser um mero apagador de incêndios.

O que esperar do Brasil e do mundo em 2013?

PIB.
Para 2013 podemos esperar uma indústria e uma economia mais aquecida crescendo na casa dos 3,5%, não devido a essas medidas do governo, que já se mostraram ineficientes, mas devido a melhora do cenário econômico internacional com a retomada do crescimento da China, na casa dos 8%, e sobretudo com a recuperação da zona do euro.

Taxa de Câmbio.
O crescimento do Brasil acima da Europa e Estados Unidos somado a grandes eventos como copa e olimpíadas fará com que a taxa de câmbio do Brasil tenda a se apreciar ao longo de 2013. No entanto, o governo vem sinalizando fortemente o seu desejo de manter o câmbio em 2,10, taxa que é compatível com uma indústria exportadora competitiva e que ao mesmo tempo não pressiona a inflação para os bens que são exportados, e para isso prevemos que o Banco Central venha a intervir constantemente a fim de manter a moeda nacional a esse nível.

Inflação.
Para os possíveis problemas, o Brasil deve atentar para não perder a tão suada credibilidade do Banco Central e continuar a manter a inflação sobre controle, próximo do centro da meta e não do teto de 6,5% como o governo vem fazendo. A expectativa de inflação para 2013 é de 5,5% aproximadamente, um sinal de que o governo deve se manter atento a isso, com a economia se aquecendo novamente, é provável que ocorra uma pressão no índice de preços.

Selic.
Com esse cenário de fraco crescimento ainda nesse final de ano, e a inflação abaixo do teto (que agora o mercado vê como a nova meta), há espaço para que se reduza ainda mais a taxa de juros no país no início do primeiro semestre.

Já para o segundo semestre; com a economia do Brasil e do mundo mais aquecida, o governo deve atentar para o controle da inflação e tende a aumentar novamente os juros, dessa maneira, espera-se que os juros se mantenham na casa dos 7,5%.

Zona do Euro.
No cenário Europeu, esperamos que os países mais endividados, Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha, os chamados PIIGS, continuem com suas políticas austeras para controlar o endividamento e retomar a credibilidade do Euro. Só assim irão conseguir de financiar a taxas de juros menores.

São justamente essas políticas austeras que podem fazer a população ir às ruas e protestar contra essas medidas. Como o pior já passou, acreditamos que a zona do euro recupere o crescimento ainda que lento, uma vez que os governos estão contendo os gastos a fim de reduzir a sua dívida. Estados Unidos. Com a não eleição de Mitt Romney a classe baixa e a classe média, podem ter mais esperanças. O presidente Barack Obama continuará os gastos com o MedCare e a incentivar a economia e procurará aumentar os impostos mais ricos em direção a reduzir a desigualdade do país. Dessa forma, a economia americana se recuperando ao longo de 2013 ainda dos efeitos da crise de 2008 e da crise da zona do euro.

O Brasil pode chegar lá apesar dele mesmo …
Sendo assim, o Brasil, apesar dele mesmo, tem tudo para dar certo… Nossas empresas estão ganhando força pelo mundo a fora, temos a JBS que é a maior empresa de alimentos do mundo. A Vale que é uma gigante no setor de mineração. A Odebrecht que é um grande braço no setor de construção civil.

Para isso, é fundamental focar em alguns pontos. Controle da inflação no centro da meta, a fim de não trazer o temido e adormecido dragão de volta. Investimento com 25% do PIB e não os atuais 19%, nossos. Os nossos vizinhos Peru investe 30%, Colômbia e o Chile 27%, não por acaso eles vão crescer aproximadamente 4 vezes mais que o Brasil em 2013.

Por fim o país deve investir em educação, a história mostra que só países com elevadas taxas de investimentos, sobretudo em educação, conseguiram crescer de maneira sustentável e se tornaram países desenvolvidos.

Este artigo tem parceria com Leonardo de Siqueira Lima e Daniel de Lima, graduandos em Economia pela FGV-EESP, e foi publicado no jornal Perfil Economico.

 

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Promoções Pós-Natal

Por Samy
26/12/12 03:00

O Natal passou e a contagem para 2013 está cada vez menor.

Do ponto de vista financeiro, que tratamos aqui no blog, é interessante lembrar que muitas lojas iniciam agora suas promoções de queima do estoque adquirido que não vendeu .

Para aqueles que não estão endividados, esse é um bom momento para adquirir presentes que faltaram, ou eletrodomésticos para a casa, a um preço bem mais acessível. Os mais cautelosos ainda podem contar com a sobra no orçamento proporcionada pelo 13º salário.

Para aqueles que não conseguiram guardar, uma manobra legal para os próximos anos, é convencer seus filhos, parentes e amigos a aceitarem seus presentes após o Natal, pois, com os preços mais baixos, você poderá até mesmo comprar um presente melhor ou mais de um presente! Afinal de contas, para quem esperou o ano todo pela Festa, não custa nada esperar mais uns dias.

Historicamente essa época do ano aponta reduções significativas de preço. Para ilustrar, os dados do ano passado apontam  descontos partem de 20% a e vão até 70%.

Interessante notar que essa não é uma caracteristica apenas do Brasil, alguns países como o Canadá e na Inglaterra, há um evento,  que começou  em 2011, chamado Boxing Day. Este evento basciamente  reúne descontos em lojas online e de varejo, em um site: http://boxingday.buscadescontos.com.br/

Vale lembrar da prudência que sempre devemos ter na hora das compras, afinal de nada adianta economizar nos preços e perder as economias no juros de um eventual endividamento

Post em Parceria com Giovana Carvalho, graduanda em Economia pela FGV- EESP

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Instrumentos financeiros nº14: Brazilian Depositary Receipts (BDRs)

Por Samy
25/12/12 04:00

Instrumento ainda pouco conhecido, que tende a crescer com a internacionalização do mercado de capitais brasileiro

Brazilian Depositary Receipts (BDRs) é um instrumento financeiro regulamentado em 1996 pelo Conselho Monetário Nacional, que permite o acesso das empresas estrangeiras ao mercado de capitais brasileiro.

Os BDRs são certificados representativos de valores mobiliários de emissão de companhias abertas, ou assemelhadas, com sede no Exterior e emitidos por instituição depositária no Brasil.

De maneira simplificada, o BDR é um título emitido e negociado no Brasil representativo de ações estrangeiras. Na prática, ao comprar um BDR, o investidor brasileiro compra ações de uma empresa estrangeira na bolsa brasileira (BM&F BOVESPA). Interessante notar que toda operação é realizada em reais e o investidor não precisa abrir conta de investimento no exterior.

Do ponto de vista do portfólio do investidor, a principal vantagem dos BDRs é a possibilidade de diversificar sua carteira de investimentos de maneira simples e ágil, investindo em importantes empresas do mercado global.

Já, sob a ótica das empresas emissoras, é um meio de obter maior visibilidade no mercado brasileiro e acessar recursos, fora do país de domicilio, para o financiamento de grandes projetos de investimentos.

O risco de investir em BDRs está associado a diversos aspectos. O investidor deve atentar, sobretudo, à qualidade das empresas estrangeiras e ao desempenho do setor.

Assim como a compra de uma ação local, os preços dos BDRs refletem as expectativas de desempenho das empresas. No entanto, por se tratar de uma empresa estrangeira, devem-se somar aos riscos, as oscilações da taxa de câmbio.

Outro ponto que deve ser analisado é a liquidez, por se tratar de um mercado ainda embrionário.  Alguns papéis possuem pouca procura, comprometendo a correta formação dos preços de transação.

A negociação dos BDRs ocorre em bolsas de valores ou em mercados de balcão. As negociações em mercados de balcão possuem, em regra, pouca liquidez.

Existem duas categorias de BDRs: os patrocinados (níveis I, II e III), quando as próprias empresas disponibilizam seus valores mobiliários para serem negociados no Brasil; e os não patrocinados (nível I) quando uma instituição depositária, sem o envolvimento da companhia estrangeira, lança a negociação destes certificados aqui no Brasil.

Os BDRs são um instrumento financeiro destinado a pequenos, médios e grandes investidores. O valor mínimo para iniciar as aplicações varia muito dependendo da categoria de BDRs.

Os BDRs nível I não patrocinados são destinados a grandes investidores. Apenas pessoas físicas e jurídicas com investimentos superiores a R$ 1 milhão podem acessá-los.

Geralmente os investidores dessa modalidade são instituições financeiras, fundos de investimento e administradores/consultores de valores mobiliários autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários, em relação a seus recursos próprios.

Os BDRs nível I patrocinados têm diversas restrições quanto à negociação por parte de investidores/ empresas e não serão objeto desse texto.

Já os BDRs níveis II e III patrocinados são mais acessíveis aos pequenos e médios investidores e podem ser negociados sem restrições na bolsa brasileira pelo sistema eletrônico MEGABOLSA, utilizado para a negociação de ações e de outros valores mobiliários.

A liquidação dos negócios e a custódia dos BDRs níveis II e III patrocinados são feitas pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia segundo os padrões estabelecidos para esses serviços com valores mobiliários no mercado brasileiro.

Os custos de negociação e custodia variam muito e dependem das modalidades e do intermediário financeiro, pois são pactuados entre as partes envolvidas.

Em relação à tributação, os ganhos auferidos na venda de BDRs níveis II e III patrocinados são tributados pelo imposto de renda de acordo com as mesmas regras aplicáveis à negociação de ações (renda variável). Vale notar que não há incidência de IOF na operação.

Seguem, abaixo, listas de BDRs patrocinados e não patrocinados na BM&Bovespa para conhecimento:

BDRs patrocinados:

Agrenco, Banco Patagônia, Cosan Limited, Dufry, GP Investments, Laep Investments, Wilson Sons, Pacific Rubiales, Solvay Indupa, TGLT, LAN Airlines.

BDRs não-patrocinados: 

3M Company, Abott Laboratories, Alcoa Amazon, American Express, Amgen Apple, Arcelor Mittal, AT&T, Avon, Bank of America, Bristol-Myers, Caterpillar, Chevron, Cisco Systems, Citigroup, Colgate-Palmolive, Comcast Corporation, Conocophillips, Dell, DuPont, eBay, Eli Lilly, Exxon Mobil, FedEx, Ford Motors, Freeport, General Electric, Goldman Sachs, Google, Heinz, Halliburton, Hewlett-Packard, Honeywell, Intel, IBM, Johnson&Johnson, JP Morgan, Kraft Foods, Linkedin, Lockheed Martin, Mastercard, McDonalds, Merck, Microsoft, Monsanto, Morgan Stanley, Netflix, Nike, Oracle Corporation, Pepsico, Pfizer, Philip Morris, Procter Gamble, Qualcomm, Schlumberger, Starbucks, Boeing, Coca-Cola, Dow Chemical, Home Depot, Walt Disney, Time Warner, United Parcel, U.S Steel, Verizon, Visa, Walmart, Wells Fargo, Xerox.

É aconselhavel acompanhar o mercado de BDRs com a assessoria de profissionais de investimentos.

Bons investimentos!

Post em parceria com Alex Del Giglio que é graduado em economia pela USP com extensão em finanças pela ESC Bordeaux e mestre em Administração pela FGV. Responsável pela área educacional da Prime Finance Investimentos AAI Ltda com sede em Manaus.

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IPI reduzido é tributação baixa para vencer preços altos do Brasil

Por Samy
24/12/12 05:02

O ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciou a prorrogação da alíquota reduzida do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) por mais seis meses, estendendo o prazo para junho de 2013.

A medida fará o IPI voltar, gradativamente, ao nível verificado antes das reduções. O mercado de automóveis é a exceção: a meta é manter, mesmo após trajetória crescente entre janeiro e junho, a alíquota num nível inferior ao anterior à desoneração.

Segundo Mantega, a decisão é necessária para incentivar o setor automobilístico e proteger fabricantes nacionais de possíveis prejuízos.

Se o objetivo continua sendo o aumento do consumo, como foi em 2012, pode-se dizer que as metas serão mais do que atingidas. Houve recordes de vendas de automóveis neste ano, com uma marca histórica em agosto, de 420 mil veículos vendidos.

Apesar de benéfico ao consumo, o corte no IPI funciona como correção a uma ineficiência do mercado brasileiro: a margem de lucro excessiva. Comparados com outros países, os preços são assustadores. Um Toyota Corolla, por exemplo, é vendido a R$ 70 mil no Brasil; nos EUA, sai por US$ 16 mil (R$ 33 mil), quase a metade do preço.

Não se trata só da questão tributária. Carros coreanos e chineses, mesmo com alta incidência de tributos, chegam ao Brasil a preços mais baixos que os fabricados internamente – até por isso estão cada vez mais populares.

Os esforços corretivos do governo seriam poupados se as margens de montadoras e revendedoras não fossem tão altas. O fato é que em setores de pouca concorrência, como o automobilístico, o IPI pode acabar até aumentando o lucro das montadoras.

Por isso, preços e margens mais razoáveis parecem estar cada vez mais distantes.

Ao que parece, no Brasil, quem terá sempre de repensar suas decisões é o governo, e não os fabricantes.

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Mundo Econômico - 23 de dezembro

Por Samy
23/12/12 07:00

Panorama Mundo

Na última sexta-feira, o primeiro-ministro italiano, Mario Monti, renunciou após ficar um um pouco mais de um ano no poder . O tecnocrata decidiu dar espaço para eleições no país.

Parte dos as analistas entendem essa medida um avanço pois o país precisa de mudanças , no entanto, a sinalização de Silvio Berlusconi em voltar ao poder causou uma tensão.

Caso Berlusconi assuma, a economia européia pode ser abalada uma vez que ele já declarou a possibilidade de o país sair da zona do euro.

Ainda no mundo político, o Partido Liberal Democrático japonês ganhou as eleições do domingo passado e causou alvoroço no mercado. O futuro primeiro-ministro, Shinzo Abe, já declarou que a política monetária do país deve ser mais frouxa* e, inclusive, financiar gastos públicos por meio da emissão de moeda. O resultado foi uma desvalorização expressiva do Iene.

Por fim, para não perder o costume, ainda não houve acordo sobre o fiscal cliff* nos Estados Unidos. .

De positivo para o país do “Tio Sam”, há o crescimento do PIB do terceiro trimestre. Em taxa anualizada, a variação foi de 3,1%, acima da expectativa do mercado de 2,8%.

O mercado americano respondeu  de forma positiva a esses eventos com altas semanais. Porém, com a indecisão em relação ao fiscal cliff* e a renúncia de Mario Monti, as bolsas caíram na sexta-feira e mostraram que podem seguir essa tendência na semana que entra.

Panorama Brasil

No Brasil, o Ibovespa seguiu a mesma tendência: teve alta na semana, mas demonstrou tendência de queda na sexta-feira.

Enquanto isso,  a presidente Dilma Rousseff tenta pressionar o Legislativo para que a votação do orçamento de 2013 seja feita o mais rápido possível para que não haja problemas nos planos de investimento do governo.

Além disso, o governo brasileiro adiou a votação do veto presidencial sobre a decisão parlamentar sobre os royalties do Petróleo.

Foi decidido que os royalties de contratos já assinados e futuros seriam divididos entre todos os estados da nação. A presidente vetou a medida como forma de garantir o mercado internacional não veja o Brasil como um país que muda as regras do jogo durante o próprio jogo.

Em relação à inflação, o mais importante fato foi a divulgação do IPCA-15. O índice que serve como prévia da inflação oficial subiu 0,69% em dezembro, acima das expectativas do mercado de 0,66%.

Quanto aos juros, a semana foi marcado por leves altas na curva de juros, resultantes de maiores expectativas de inflação. No entanto, o nível dos juros continua historicamente baixo. Isso ocorreu devido a crença de que o Banco Central não irá combater a inflação por meio dos juros e sim com  outras medidas disponíveis, como o compulsório.

Enfim, o dólar fechou a semana em R$2,073 com leve depreciação. A variação ocorreu graças às intervenções do BC para impedir a valorização da moeda estrangeira.

Expectativas da Semana

Na próxima semana, as comuns altas de fim de ano da bolsa podem não ocorrer. Com o problema do fiscal cliff* norte-americano, o Ibovespa ameaça andar de lado.

Ao mesmo tempo, os juros devem continuar bem ancorados em valores historicamente baixos e as expectativas de inflação aumentando vagarosamente.

O dólar deve variar próximo aos valores de R$2,07 e R$2,08 enquanto o BC luta para manter um regime cambial praticamente fixo.

*Dicionário Economês-Português

Política monetária frouxa – Política monetária que possui como objetivo estimular a economia seja por meio de queda na taxa de juros, seja por meio de outras medidas como diminuição dos compulsórios ou compra de títulos públicos.

Fiscal cliff (abismo fiscal) – Aumento de impostos e corte de gastos governamentais automáticos previstos para ocorrerem no início de 2013 nos EUA. Se realmente ocorrer, o país pode entrar em outra recessão.

Post em Parceria com a Consultoria Júnior em Economia (CJE) da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.

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Cartão Pré Pago para viagens internacionais

Por Samy
22/12/12 03:00

As férias chegaram, finalmente! Muitos aproveitam o período para viajar para o exterior, conhecer novos lugares e também fazer umas comprinhas, aproveitando preços melhores que no Brasil.

Valem alguns cuidados, no entanto, na hora de analisar qual é o melhor meio de pagamento para essa farra.

Com o IOF de 6%, o cartão de crédito não é uma boa opção. Além disso, ao utilizá-lo, incorre-se no risco de variação cambial, uma vez que a fatura a ser paga utilizará a cotação do dia em que for emitida. Assim, se, quando você realizou suas compras, o real estava mais apreciado do que no dia da emissão da fatura, você amargará custos maiores.

Uma alternativa que tem ganhado espaço no gosto dos brasileiros é o cartão pré-pago, com seus 0,38% de IOF, e  que pode ser abastecido em reais e convertido na moeda de escolha, e veio para substituir os cheques de viagem. Sua aceitação é bastante grande, contabilizando cerca de 30 milhões de estabelecimentos ao redor do mundo

Uma ressalva deve ser feita para quem optar por esse cartão, pois os usuários ‘casam’ com a corretora que emitiu o cartão, ou seja, somente poderão abastecê-lo através dela, submetendo-se, para isso, sempre a suas tarifas. Por isso, é interessante pesquisar o histórico de taxas da corretora, o esse casamento não acabar em divórcio litigioso.

Além disso, a corretora pode impor quantias mínimas e máximas de saldo. Uma corretora consultada exige, no mínimo, US$200,00 de carga e, aceita, no máximo, US$20.000,00.

O cartão pré-pago é uma alternativa interessante para evitar o risco de roubo de carregar uma alta quantia em dinheiro e também o incômodo de procurar casas de câmbio oficiais, as quais, muitas vezes, não aceitam real, somente as cinco moedas mais transacionadas: dólar, iene, euro, libra, franco.

Mas em países que costumam receber muitos turistas e, assim, apresentam diversas casas com tarifas competitivas, talvez valha a pena apelar para o tradicional dinheiro na mão.

No mais, boa viagem!

Post em Parceria com Giovana Carvalho, graduanda em Economia pela FGV-EESP

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Saiba como o título prefixado NTN-F funciona, parte 3

Por Samy
21/12/12 00:03

Parte 3

Em sequência à parte 2 da série NTN-F, o post aborda os cálculos utilizados para encontrar o valor líquido do título.

Para descobrir o Valor Líquido do investimento, deve-se encontrar primeiramente o valor líquido de cada cupom, ou seja, quantia que o investidor realmente receberá a cada semestre.

Este valor pode ser encontrado deduzindo todos os custos do Cupom Bruto (impostos, taxa de administração e taxa de custódia).

Para facilitar o entendimento do leitor e para que ele possa simular futuros investimentos em NTN-F, faça o download da Calculadora clicando aqui.

Para facilitar o entendimento, as deduções serão feitas por partes:

a) Imposto de Renda

De cada cupom deve-se deduzir o IR. Como o imposto de renda é cobrado de forma decrescente (clique aqui , caso não recorde) e proporcionalmente ao número de dias úteis que foram utilizados. Estes fatores devem ser considerados quando for efetuar os cálculos.

  • Data de Compra: 26/09/2012
  • Data do 1º Cupom: 01/01/2013

Foram  96 dias corridos entre a data de compra e a data de recebimento do 1º Cupom. O cálculo a ser feito é o seguinte:

Os R$48,81, de acordo com o já calculado na parte 2, é o valor bruto do cupom. Os 180 representam o número de dias corridos em um semestre (um ano comercial possui 360, um semestre comercial equivale a metade). Foram subtraídos 2 dias dos 96, uma vez que representam um adiantamento na liquidação das operações. Já os 22,5% significam a alíquota do IR a ser deduzida deste prazo do 1º cupom.

Este raciocínio vale para os demais cupons. Deve-se apenas notar que o último fluxo de caixa, no caso, a soma do juros (R$48,81) mais  o principal/nominal (R$1.000,00), há pequenas alterações na regra do cálculo. Diante disso, o IR é cobrado apenas sobre os juros (R$48,81).

b) Taxa de Custódia

Para calcular a Taxa de Custódia do cupom, segue o esquema:

Em que:

  • d.c. atuais: nº dias corridos até o momento do cálculo.
  • d.c. acumulados: nº de dias corridos até o cupom anterior.

Caso não se lembre dos 0,3%, consulte aqui. Os R$ 1.039,85 representam, como já visto, o valor efetivamente desembolsado pelo investidor ao comprar uma NTN-F.

c) Taxa de Administração

Em relação à taxa de administração, não há cobrança dela no primeiro ano do investimento, ou seja, os dois primeiros cupons não sofrem deduções. Caso não se recorde, consulte aqui.

Aqui há dois cálculos:

  • O 3º cupom, primeiro que incorre a cobrança de taxa de administração, a fórmula é a seguinte:

Como os dois cupons inicias não sofrem deduções pela taxa de administração  devido a isenção no primeiro ano.

Diante disso, para efeitos da taxa de administração, o número de dias corridos entre a data de compra e o terceiro cupom, no caso, 461 dias, deve sofrer a subtração de 365 (equivalente ao ano de carência de um ano) resultando no valor de 96 dias, conforme os cálculos apresentados acima.

Caso tenha esquecido a origem dos 0,5%, consulte aqui o post passado.

Ainda sobre a taxa de administração, do 4º cupom em diante, a regra de cálculo é muito similar à do IR e da custódia. Veja fórmula a seguir:

Em que:

  • Número de dias corridos entre o cupom atual, neste caso o 4º, e  o cupom anterior, neste caso o 3º. Repare que 461-277 = 184 equivale a distância intracupom.

d) Valor Líquido do Cupom

Agora, pode-se encontrar o valor líquido de cada cupom. Para isto, basta simplesmente seguir a fórmula:

Valor Líquido do Cupom = Valor Bruto do Cupom – IR(a) – Taxa de Custódia(b) – Taxa de Administração(c)

Como exemplo, segue o cálculo do valor líquido do primeiro cupom:

Valor Líquido do Cupom = 48,81 – 5,74 – 0,83 – 0

Valor Líquido do Cupom = 42,24

Ou seja, o investidor receberá, em valores reais, R$ 42,24 do primeiro cupom da NTN-F.

Após encontrar o valor líquido de cada um dos cupons (valor bruto do cupom menos a taxa de IR menos a taxa de custódia menos a taxa de administração) deve-se, então, somar todos, não esquecendo ds 1.000,00 contidos no ultimo fluxoreferente ao principal ( e como mencionado, nao sofre dindidencia do IR e nem das taxas.

Valor Líquido de Resgate* = somatória de todos cupons líquidos + R$ 1.000,00**

*Vale lembrar que este cálculo é feito apenas para simulação – e para bater com a calculadora disponível (no site do tesouro) .

**Caso o investidor tenha comprado dois títulos de NTN-F, seria 1.000×2 = 2.000. Assim por diante.

O leitor pode encontrar o Valor Líquido de Resgate (a seguir, em negrito) facilmente utilizando a Calculadora.

Do ponto de vista financeiro, esta conta não faz sentido, uma vez que dinheiro possui valor no tempo. Ou seja, o valor líquido  do primeiro cupom não pode ser adicionado de  forma aritmética, por uma questão intertemporal dos juros, com o valor de outro instante de tempo  como, por exemplo, o 10º cupom.

Este cálculo pode ser feito manualmente pelo investidor ou ser encontrado simplesmente inserindo todas as  informações necessárias na calculadora.

O próximo post tratará da rentabilidade de um título de NTN-F assim como, também, abordará a questão da venda antecipada.

Artigo em Parceria com Miguel Longuini, graduando em Administração de Empresas pela FGV-EAESP e Diretor Administrativo/Financeiro da CJE-FGV.

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